Prefeito Ricardo Nunes visita o Memorial do Holocausto

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Ricardo Nunes no Memorial do Holocausto. Foto: Karoline Alves.

O Memorial do Holocausto recebeu nesta terça-feira (12) o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, para uma visita marcada pela emoção e pela memória. Acompanhado dos sobreviventes do Holocausto George Legmann e Suzana Venetianer, o prefeito percorreu o espaço localizado na primeira sinagoga do Estado de São Paulo, que preserva a história dos seis milhões de judeus assassinados durante a Segunda Guerra Mundial, além de homenagear ciganos, negros, pessoas LGBTQIA+, testemunhas de Jeová, pessoas com deficiência e todos que resistiram à perseguição nazista.

Ao lado de Totó Parente, secretário de Cultura e Economia Criativa, Fabio Portela, secretário de Comunicação, e Angela Vidal Gandra Martins, secretária de Relações Internacionais, Ricardo Nunes conheceu de perto o trabalho diário do Memorial com escolas públicas e particulares. Desde 2017, o espaço ensina sobre os perigos do ódio e a importância da tolerância, promove encontros com sobreviventes, capacita profissionais de diversas áreas e desenvolve experiências imersivas que conectam passado e presente.

Durante a visita, o prefeito anunciou a criação do Espaço Anne Frank, com inauguração prevista para janeiro de 2026. O novo local será uma réplica fiel do quarto onde a adolescente judia viveu escondida com a família, em Amsterdã, durante dois anos, para escapar da perseguição nazista. O projeto foi autorizado pela Fundação Anne Frank, sediada na Holanda, e colocará São Paulo como a segunda cidade no mundo a ter uma reprodução desse importante símbolo histórico.

“O objetivo é garantir que as novas gerações conheçam o que aconteceu para que tragédias como o Holocausto nunca mais se repitam” afirmou Ricardo Nunes. O espaço integrará o circuito de museus da capital e terá programação de visitas para todas as escolas municipais, com expectativa de receber 150 mil visitantes no primeiro ano.

Suzana Venetianer, sobrevivente do Holocausto e defensora da preservação da memória, destacou a importância do projeto. “Vou completar 84 anos e ainda tenho na memória tudo o que passei, mas daqui a pouco não vou mais me lembrar. Esse espaço será muito importante para que ninguém esqueça o que aconteceu” afirmou. Suzana esteve em um campo de concentração nazista e foi separada dos pais, conseguindo reconstruir a vida no Brasil.

O Memorial do Holocausto reafirma, com essa ampliação, seu compromisso com a educação, a memória e o combate ao antissemitismo, preservando histórias e lições que permanecem fundamentais para o presente e o futuro.