
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou no dia 11 de fevereiro uma notícia-crime contra o sociólogo Jessé Souza por prática de antissemitismo. Apresentado pelo deputado estadual Guto Zacarias (União-SP) e pelo coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), Renato Battista, no documento encaminhado os autores argumentam que o sociólogo teria ultrapassado os limites da crítica ao Estado de Israel, generalizando acusações ao povo judeu.
De acordo com a representação, Jessé Souza afirmou que o caso envolvendo o criminoso sexual Jeffrey Epstein teria sido articulado por Israel com a finalidade de chantagear políticos e empresários que utilizaram os serviços ilícitos do financista americano.

Além disso, em gravação divulgada nas redes sociais, o sociólogo declarou que Epstein seria o “produto mais perfeito do sionismo judaico”, relacionando o conceito a uma suposta estrutura responsável por crimes atribuídos a Israel.
Posteriormente, Jessé Souza reconheceu inadequação em parte das expressões utilizadas, informou que retirou o vídeo do ar e afirmou ter se equivocado na forma da manifestação. Ainda assim, declarou que mantém suas críticas ao governo israelense.
O procedimento está sob análise do MPF, que avaliará os elementos apresentados para definir eventuais providências.












