Memorial 7 de Outubro é inaugurado no Cemitério Israelita do Embu

Evento foi organizado pela Chevra Kadisha

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O Monumento para as Vítimas do Terrorismo, projetado pelo Studio MK27. Foto: Claudia Mifano.

No último dia 18, foi realizada, no Cemitério Israelita do Embu, a inauguração do Memorial 7 de Outubro, que incluiu uma cerimônia em memória às vítimas do brutal ataque terrorista feito pelo Hamas em Israel, no dia 7 de outubro de 2023. A organização ficou por conta da Chevra Kadisha. 

O presidente da Chevra Kadisha, Mauro Zaitz. Foto: Claudia Mifano.

“Esse não é um dia de festa. É um dia de lembrança, de reverência, de profundo respeito à dor. Neste solo, que é ao mesmo tempo, vida e memória, inauguramos o Memorial 7 de Outubro, um espaço para lembrar o que nunca poderá ser esquecido”, começou o mestre de cerimônias, o Assessor Executivo da Federação Israelita SP Jairo Roizen. 

“O dia 7 de outubro de 2023 foi um verdadeiro pogrom em pleno século 21. O que fazer diante de tanta dor? Mais um ataque contra nosso povo”, comentou Mauro Zaitz, presidente da Chevra Kadisha de São Paulo. 

Lideranças comunitárias prestigiaram a cerimônia de inauguração do Memorial no Cemitério Israelita do Embu. Foto: Claudia Mifano.

“O massacre de 7 de outubro de 2023 marcou uma mudança profunda na percepção da realidade em Israel e entre as comunidades judaicas da diáspora”, disse o cônsul-geral de Israel em São Paulo, Rafael Erdreich. 

“Esse Memorial é um marco para lembrar a nossa atual geração e as futuras gerações do que o povo de Israel, o povo judeu, passou no fatídico 7 de outubro de 2023. Além disso, esse marco serve para relembrar as perseguições que o povo judeu sofreu ao longo de toda a sua história. A nossa história é baseada e pautada em lutas”, afirmou Marcos Knobel, presidente da Federação Israelita SP.

“A função do monumento, essencial, é a memória. Memória que não podemos perder”, pontuou Luiz Kignel, ex-presidente da Federação Israelita SP, vice-presidente da CONIB e membro do Conselho Deliberativo da Chevra Kadisha. 

Diretoria e conselheiros da Chevra com o vice-presidente da Conib, Luís Kignel. Foto: Claudia Mifano.

“Onde existe uma coletividade judaica, vocês vão ver que há primeiro uma sinagoga, depois um lugar onde se pode comprar coisas kosher, uma Micvê, um hospital, um lar dos velhos e uma Chevra Kadisha. Tudo isso para mostrar para o mundo Am Israel Chai. O nosso povo vive para sempre. Não adianta querer nos destruir, porque enquanto existir um judeu, tudo começará de novo”, disse o Rabino Shie Pasternak, Rabino-orientador da Chevra Kadisha.

“A comunidade judaica, ao redor do mundo, especialmente aqui no Brasil, provou mais uma vez que, quando Israel sofre, o coração do povo judeu bate forte”, afirmou o Coronel Semion Gamburg, Adido Militar de Israel no Brasil. 

A vereadora Cris Monteiro (Novo) fez seu breve discurso focado na solidariedade à comunidade judaica. “Lamento profundamente que vocês estejam vivendo essa dor e sofrendo toda essa perseguição antissemita”. 

“Por que esse monumento precisa existir? Não é porque precisamos prometer novamente aos meus avós sobreviventes do Holocausto que isso nunca mais se repetirá. É para lembrar a vergonha que sentimos por não termos honrado na primeira vez que prometemos e termos permitido que judeus novamente fossem massacrados mais uma vez apenas por serem judeus”, disse Daniel Fuchs, representante da família Maultasch Fuchs, que colaborou com a construção do Memorial. 

“O Memorial é um marco, que fará as pessoas lembrarem fisicamente das vítimas do 7 de outubro”, disse André Lajst, presidente da StandWithUs Brasil.