Em entrevista ao Globo Rural, Ricardo Berkiensztat, presidente-executivo da Fisesp, afirmou que o atual cenário geopolítico não deve comprometer o intercâmbio econômico entre Brasil e Israel.
“São economias complementares. Israel precisa da agricultura brasileira e o Brasil se utiliza de tecnologia israelense na sua agricultura. É um ganha-ganha”, afirmou.
No agro, o Brasil exportou para Israel, em 2025, US$ 232,5 milhões em carne bovina, alta de 41,3% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Soja somou US$ 66,7 milhões e café em grão US$ 47,8 milhões, além de milho, farelos, sementes, mel e especiarias.
Na outra ponta, o Brasil importou de Israel US$ 499 milhões em fertilizantes em 2024, crescimento de 15,3%. As compras de defensivos agrícolas alcançaram US$ 101,8 milhões, aumento de 34,2%. Produtos florestais, frutas, bebidas, derivados de cacau e couro também integram essa pauta.
Apesar do momento diplomático mais delicado desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, a avaliação é de que os laços econômicos permanecem estratégicos.
“Espero que essa guerra tenha um desfecho rápido, que a paz seja restaurada e não atrapalhe as relações comerciais”, concluiu Berkiensztat.












