Delegação de seis estados integrou encontro com 209 profissionais de mais de 26 países e conheceu projetos de educação, inovação e reconstrução comunitária
Dezenove educadores, coordenadores pedagógicos e gestores brasileiros participaram, em julho, do Seminário Internacional de Educação do KKL-JNF, realizado em Israel. O encontro reuniu 209 professores, diretores e profissionais da Educação judaica de mais de 26 países.

A delegação brasileira representou seis estados e reuniu profissionais de dez escolas, do Museu Judaico de São Paulo e do KKL Brasil. Durante oito dias, os participantes conheceram projetos educacionais, ambientais, científicos e comunitários desenvolvidos pelo KKL-JNF em diferentes regiões de Israel. A programação também promoveu o intercâmbio de práticas entre profissionais que atuam com Educação judaica e sionista em comunidades da diáspora.
A edição deste ano ocorreu em um período marcado pela guerra Espadas de Ferro, pelo recente conflito com o Irã e pelo aumento dos registros de antissemitismo em diferentes países. Participaram educadores dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Espanha, França, África do Sul, de quase toda a América Latina e de países dos Bálcãs, como Croácia, Sérvia, Kosovo e Bósnia e Herzegovina.
“A decisão de centenas de educadores judeus de vir a Israel em um momento tão desafiador é uma demonstração de solidariedade”, afirmou Eyal Ostrinsky, presidente do KKL-JNF, durante a abertura do seminário.
Segundo Ostrinsky, diante do crescimento do antissemitismo nas comunidades judaicas ao redor do mundo, fortalecer a relação entre Israel e a diáspora tornou-se ainda mais necessário. Para ele, os educadores retornam às suas comunidades com uma compreensão mais ampla da realidade israelense e com novas referências para levar às salas de aula.
Projetos em operação
Um dos eixos centrais da programação foi o contato direto com projetos do KKL-JNF em funcionamento.
A delegação visitou o Centro Florestal Ilanot, espaço dedicado à pesquisa, à conservação e à educação ambiental, e o Agmon Hahula, área úmida recuperada que se tornou um dos principais pontos de observação de aves migratórias em Israel. O grupo também esteve no Kinneret Innovation Center, que conecta pesquisadores, empreendedores, empresas e estudantes em projetos voltados à agricultura, à tecnologia, à água e ao desenvolvimento regional.
O roteiro incluiu ainda a Universidade Hebraica de Jerusalém, a Biblioteca Nacional de Israel, o Museu ANU e a sede mundial do KKL-JNF. No local, os participantes conheceram os históricos Livros de Ouro, que registram a participação de comunidades judaicas de diversos países em projetos de construção e desenvolvimento de Israel.

A programação contou também com palestras, encontros com especialistas, atividades colaborativas, experiências culturais e ações de voluntariado.

Educação, memória e reconstrução
A visita às comunidades do sul de Israel atingidas pelos ataques de 7 de outubro de 2023 ocupou uma parte central da experiência.
Os educadores ouviram relatos de moradores e de soldados das Forças de Defesa de Israel e conheceram iniciativas de reconstrução em andamento. A visita trouxe uma questão diretamente ligada ao trabalho das escolas: como abordar memória, resiliência e reconstrução com crianças e adolescentes que crescem sob o impacto dos acontecimentos daquele dia.
O roteiro passou também pelo Yad Vashem, memorial oficial às vítimas do Holocausto, pelo Monte Herzl e pelo Kotel.


“Nossa comunidade tem uma rede de escolas que está entre as estruturas mais sólidas que construímos no Brasil. Levar os projetos do KKL para dentro dessas escolas é transformar o apoio a Israel em currículo, prática e experiências que as crianças possam realizar com as próprias mãos”, afirma Rudi Solon, presidente do KKL Brasil.
Intercâmbio entre educadores
Para os participantes, a troca com profissionais de outros países foi um dos resultados mais concretos da viagem.
Ricardo Frenkiel, coordenador do 6º ano da Escola Alef Peretz, em São Paulo, avalia que o encontro ampliou o repertório dos educadores e abriu novas possibilidades para a aplicação de projetos do KKL-JNF nas escolas brasileiras.
A proposta é que os participantes compartilhem os aprendizados em suas instituições e atuem como multiplicadores das iniciativas educacionais, ambientais e comunitárias da organização.
O Seminário Internacional de Educação do KKL-JNF acontece anualmente. A próxima delegação brasileira será formada para a edição de 2027. Escolas e instituições interessadas podem entrar em contato com o KKL Brasil.

A delegação brasileira
- Amazonas
- David Israel, diretor voluntário do KKL Brasil.
- André Campos Lira, coordenador da Escola Estadual Professor Samuel Benchimol.
- Pará
- Rebecca Nahman Elmescany, professora de Hebraico e Tanach e coordenadora de Hebraico do Beit Sefer Marcos Serruya.
- Bahia
- Rosa Fichman Cardonski, diretora institucional da Escola Complementar de Educação Judaica Shabatinho, da Sociedade Israelita da Bahia.
- Paraná
- Marina Haluche Schmitz, coordenadora da Educação Infantil da Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann.
- Rosane Jorge, professora de Música e Arte Israelense da Escola Israelita Brasileira Salomão Guelmann.
- Rio de Janeiro
- Ana Frydman, professora de Hebraico e Cultura Judaica da ORT Brasil.
- Débora Rozenbaum Babaioff, professora de Hebraico e Cultura Judaica da Chai School.
- Karen Cunha Ribeiro, diretora de Língua Inglesa da Escola Liessin.
- Márcia Mentzingen de Mendonça, coordenadora de Inglês da Escola Liessin.
- Vivian Katz Aronson, coordenadora pedagógica do Ensino Fundamental I da TTH Bar Ilan.
- São Paulo
- Rudi Solon, presidente do KKL Brasil.
- Simone Benzinsky, diretora de Educação do KKL Brasil.
- Gabriela Pilnik, diretora de Marketing do KKL Brasil.
- Igor Costa Pereira de Souza, coordenador do Ensino Fundamental do Colégio Renascença.
- Miriam Kleingesinds Rachmann, coordenadora-geral de Estudos Judaicos da Escola Alef Peretz.
- Ricardo Frenkiel, coordenador do 6º ano da Escola Alef Peretz.
- Rosa Andrea Lopes de Souza, coordenadora da Escola Alef Peretz.
- Roberta Sundfeld, diretora de Acervo e Memória do Museu Judaico de São Paulo.
Sobre o KKL Brasil
O KKL Brasil é uma organização ambiental sem fins lucrativos e representa no país o Keren Kayemet LeIsrael, KKL-JNF, instituição fundada há mais de 125 anos.
A organização atua na preservação ambiental, no desenvolvimento de recursos hídricos, na criação e manutenção de florestas e reservas naturais e na promoção de iniciativas de Educação, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento comunitário.













