Dibuk – O Musical: A temporada acaba no dia 31/05

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A temporada de Dibuk – O Musical chega ao fim neste domingo, dia 31 de maio, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Ainda dá tempo de garantir o ingresso, mas o prazo é curto.

No teatro, a obra parte de um clássico do início do século XX escrito pelo dramaturgo russo Sch. An-Ski , uma das peças mais encenadas da tradição judaica no mundo e que não à toa é chamada de o “Romeu e Julieta” do teatro ídiche. A história gira em torno de um amor trágico e impossível entre dois jovens, ambientado no universo do folclore e do misticismo judaico, onde a Cabala ,sistema de interpretação espiritual que busca compreender os mistérios da existência, ocupa papel central. É ela que sustenta a lógica do mundo sobrenatural do espetáculo: a crença de que há forças além da razão que governam o destino, o amor e até a morte. O Dibuk, espírito de um morto que retorna para habitar o corpo de um vivo, nasce justamente desse universo, e o musical o traz ao palco com uma força que mistura o sagrado e o perturbador.

A adaptação brasileira, dirigida por Marcelo Klabin ,o mesmo nome por trás do Rei Leão nacional , transforma esse material em algo visceral e contemporâneo. Trinta e um atores dividem o palco em coreografias que fundem dança tradicional judaica, circo e drama, sob trilha original de Gustavo Kurlat, vencedor do Prêmio Shell, construída sobre as raízes do Klezmer , aquele som que parece carregar séculos de memória em cada acorde. O texto, assinado por Alberto Worcman e Paula Targo com consultoria de Luís Alberto de Abreu, costura tudo com precisão e respeito à obra original.

Com cerca de 150 minutos de duração, o espetáculo não desperdiça um minuto. É o tipo de montagem que a cidade produz raramente, e que, quando sai de cartaz, deixa uma lacuna difícil de preencher.

As últimas sessões acontecem de quinta a sábado, às 20h, e no domingo, às 16h. Ingressos disponíveis no Sympla. O teatro é acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.