Na última quinta-feira, 27, o Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina da FISESP (ELF/FISESP) completou seus 8 anos com uma confraternização e lançamento do livro comemorativo “ELF 8 Anos”. O evento ocorreu na sede da FISESP.
“Quero agradecer profundamente àqueles que tornaram tudo isso possível: os presidentes da FISESP, que são grandes amigos hoje. Meus queridos Marcos Knobel e Ricardo Berkiensztat, além de Luiz Kignel, que infelizmente não pôde estar aqui hoje. Vocês abriram a porta para nós, confiaram em nosso grupo, deram toda a estrutura, a legitimidade e esta casa. Não poderíamos ser mais gratas a vocês. Realmente, homens que acreditam e dão espaço para as mulheres”, começou Miriam Vasserman, vice-presidente da FISESP e coordenadora do ELF.
“Tive a oportunidade de conhecer o ELF dois anos antes de iniciar minha presidência. Quando Luiz me convidou para fazer parte da diretoria, lá em 2020, o ELF já existia. Fui me inteirar do que era. Mais do que fazer somente um evento para mulheres, o ELF se tornou uma realidade, um grupo e um braço forte de nossa Federação”, disse Marcos Knobel, presidente da FISESP.
“Há 8 anos atrás, Miriam ligou para mim e para Luiz, com uma ideia de se criar um grupo de empoderamento feminino, com o argumento de que havia necessidade de mais mulheres presidindo as entidades. Fui tomar um café com ela e com Ilana Bobrow. Falamos com o Gaby Milevsky, que na ocasião representava o American Jewish Joint Distribution Committee (Joint), que desejava realizar um grande evento no clube A Hebraica. E aí a coisa foi indo. O ELF é o patrimônio da nossa comunidade. E um de seus resultados é a escolha da FISESP ser presidida mais uma vez por uma mulher”, pontuou Ricardo Berkiensztat, presidente executivo da FISESP.
Miriam voltou a falar, agradecendo às instituições femininas que estiveram ao lado do ELF durante todos esses anos, à Unibes e também ao clube A Hebraica. Contou um pouco da trajetória do grupo, que começou, em suas palavras “tijolinho por tijolinho”. Agradeceu às líderes dos 4 pilares do ELF (Acolhimento, Advocacy, LEN-Liderança e Networking e Relacionamentos Saudáveis) e suas voluntárias, dizendo que o grupo só funcionou por conta delas. E comentou que se criaram laços para a vida, e que levará isso para sempre em seu coração. Terminou sua fala dizendo que o voluntariado deve ser muito valorizado. “O voluntariado, o tempo, o amor à causa devem ser muito valorizados. Não podemos nunca deixar de agradecer e devolver o que nos é dado”.
Vera Bobrow, ex-presidente da FISESP e uma das líderes da comissão Relacionamento Saudáveis, agradeceu a oportunidade de trabalhar com mulheres mais jovens que ela. “Que qualificação de moças. Gente interessada, dedicada, interessante. Para ter essas qualificações, o que importa é o coração, não a idade”.
“Há pessoas que se dão por uma causa. E a nossa causa é extremamente importante e necessária. E depende de cada um de nós. Todos nós temos algo a acrescentar. É uma bênção podemos participar de uma comunidade como a nossa. Temos um elo de afetividade, de lembranças, de memórias, de tristezas superadas. Saímos da guerra que se passou mais fortes, resilientes, preparados para qualquer desafio. Não diria que somos imbatíveis, mas sabemos enfrentar. Não viramos as costas, não fugimos. Assumimos. Cuidem de si, do ambiente e da natureza.”
Elisa Nigri, líder do LEN, destacou os frutos do trabalho de sua comissão, representada por dois grupos de WhatsApp, um focado nas mulheres, que possui 400 mulheres, e outro focado no combate ao antissemitismo, por redes sociais e eventos, com quase 400 mulheres.“O que mais me emociona é o movimento dessas mulheres.”
Patricia Levy, líder do Acolhimento, colocou que em seu grupo, há mais de 100 mulheres resgatadas, 40 voluntárias e parcerias com diversas entidades judaicas. “Ao ver que a resgatada consegue se reerguer, nós saímos beneficiadas. Ser voluntária é mais que um agradecimento. É uma honra.”
Luciana Feldman, líder do Advocacy, disse que apesar de ter aberto mão de diversas coisas, não abrirá mão do ELF, pois é apaixonada por esse movimento.
Jacques Griffel, secretário-geral da FISESP e marido de Virginia Griffel, uma das líderes do Relacionamentos Saudáveis, agradeceu ao ELF por proporcionar que ela fizesse parte do voluntariado em um momento importante na vida do casal, pois isso fez muito bem a ela.
Virginia também agradeceu por ser parte dessa história.
Os discursos foram seguidos de um belo coquetel.

Beatriz Novik Falcão é jornalista formada pela FAAP em 2023. Ainda na faculdade, produziu conteúdo para mídias sociais no Projeto Comprova, além de ser voluntária e monitora na Rádio e TV FAAP, atuando como produtora, roteirista e na parte de gravação. Foi repórter do LabJor FAAP e estagiária de comunicação na Secretaria Municipal de Relações Internacionais (SMRI), na IstoÉ Bem-Estar e Copywright e Gestora de Comunicação na Lemos Consultoria/Artis. Atualmente é Assistente de Comunicação da Fisesp.













