ELF/FISESP realiza evento “50 e Mais – As muitas formas de viver a maturidade”

Conversa abordou temas como corpo, autoestima, relações, trabalho, saúde emocional, família, recomeços e as várias fases da maturidade feminina

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Natalie Klein, Becky Korich e Mariana Gottfried. Foto: Gabriel Kosman.

No último dia 6, ocorreu o evento “50 e Mais – As muitas formas de viver a maturidade”, promovido pelo Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina da Federação Israelita SP (ELF/FISESP), na sede da entidade. Com as convidadas Becky Korich, jornalista, advogada e escritora, autora do livro “Caos e Amor”, Mariana Gottfried, educadora, consultora e diretora do canal no YouTube Bekol, e Natalie Klein, empresária, ativista e idealizadora do movimento PinForPeace, o encontro abordou assuntos como corpo, autoestima, relações, trabalho, saúde emocional, família, recomeços e as diversas fases da maturidade feminina. 

Miriam Vasserman, vice-presidente da Federação Israelita SP, começou dizendo que estava muito feliz com a realização do evento, ressaltando que o ELF/FISESP chegará aos 8 anos de história, e falou um pouco sobre a maturidade feminina. “Chegar aos 50 ou passar deles, é um marco. Não há manual, fórmula, e vamos ser honestas. Há dias em que acordamos nos sentindo a matriarca da família, cheias de propósito e sabedoria. E há dias em que mal nos reconhecemos na janelinha da reunião do Zoom, principalmente com a câmera ligada, sem filtro e a luz vindo de cima”. 

Sobre a questão da escuta, Mariana disse estar muito próxima dela e que a treina bastante, trazendo a nossa reza central, Shemá, Israel para a roda, já que Shemá significa ‘ouvir’. Becky trouxe a questão da escuta feminina, colocando que a mulher tem uma maior sensibilidade na escuta. Por fim, Natalie falou sobre a diferença de se escutar com a cabeça, isto é, colocar seu raciocínio, e de se escutar com o coração, sem julgamentos. 

Já falando do amor na maturidade, Becky trouxe que aprendemos o que se pode esperar do outro e não jogamos a responsabilidade das coisas nele. Mariana, por sua vez, colocou que se permite amar mais profundamente, em todos os sentidos e o expressa sempre que pode e olha com mais cuidado para suas relações, se doando. Por fim, Natalie contou que não deixa de dizer coisas boas a alguém a cada oportunidade que surge.

Abordando o assunto ‘reinvenção’, Becky disse querer sempre se reinventar, assim como Natalie. Mariana pontuou o anseio de ser relevante nos espaços e situações em que se encontra presente.

“Penso que há mais delícias do que dores em uma mulher de 50 e mais. Hoje, uma mulher de 50 e mais é empoderada, forte, inteligente e madura”, pontuou Natalie. 

“Falar em um evento de mulheres para mulheres é fundamental, pois é um lugar seguro, de acolhimento, é um lugar de troca de experiências e vivências da vida”, afirmou Mariana. 

“Como o ELF aborda vários temas da mulher, hoje falamos sobre maturidade, 50 e mais. E essa maturidade pode ser aos 30, aos 40, não tem idade”, disse Miriam. 

“Estar entre mulheres, principalmente nessa fase de vida, é libertador. Muito bom”, disse Becky. 

Mariana Gottfried, Miriam Vasserman, Becky Korich e Natalie Klein. Foto: Gabriel Kosman.