Mutirão de Testagem Genética alerta jovens casais da comunidade judaica

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DNA. Fonte: Canva.

No domingo, 17 de agosto, das 10h às 17h, a Hebraica SP será palco do primeiro Mutirão de Testagem Genética da comunidade judaica de São Paulo. Focado em jovens e casais entre 21 e 35 anos, o evento oferece condições especiais de inscrição, com subsídios direcionados prioritariamente às mulheres, e marca um passo essencial na prevenção de doenças genéticas raras com maior incidência entre judeus.

A ação integra o Programa de Conscientização e Prevenção de Doenças Genéticas Raras na Comunidade Judaica, lançado pela Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) no final de 2024. Com parceria do Hospital Israelita Albert EinsteinLaboratório Fleury e apoio da Unibes, o programa tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre essas doenças, incentivar a testagem pré-gestacional e oferecer orientação especializada a casais que planejam ter filhos.

O exame realizado no mutirão inclui o painel de mutações genéticas mais prevalentes nas populações judaicas de origem Ashkenazi e Sefaradi. Essas mutações estão ligadas a doenças genéticas graves e, muitas vezes, raras, como Tay-Sachs, Doença de Canavan, Fibrose Cística, entre outras. A detecção precoce permite orientar casais sobre os riscos de transmissão hereditária e alternativas seguras para a formação de uma família saudável.

A principal preocupação recai sobre casais que, sem saber, carregam o mesmo gene recessivo, o que pode levar à transmissão de doenças genéticas graves — muitas vezes incompatíveis com a vida. “Casamentos entre pessoas da mesma origem ou dentro da comunidade podem aumentar esse risco. Com o teste genético, conseguimos identificar mutações e oferecer apoio médico, aconselhamento e, quando necessário, alternativas como a reprodução assistida”, explica Marcos Knobel, presidente da Fisesp.

Mais do que um exame, o mutirão representa um ato de responsabilidade e amor.

“A prevenção começa com informação. Muitos jovens desconhecem esses riscos. Esse projeto nasceu do engajamento de voluntárias da comunidade e é um legado que pode transformar o futuro de muitas famílias”, reforça Miriam Vasserman, vice-presidente da Fisesp e uma das idealizadoras da iniciativa.

As inscrições já estão abertas no site www.doencasraras.org.br

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: [email protected].