Nota oficial em resposta à vereadora Luana Alves (PSOL)

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Fotos: Richard Lourenço / Rede Câmara

A fala da vereadora Luana Alves (PSOL), em suas redes sociais, sobre a criação do Estado de Israel ignora fatos históricos, distorce a realidade e fomenta a desinformação, o que é especialmente grave em um momento tão delicado para israelenses, judeus e palestinos.

📌 1. O povo judeu é originário da Terra de Israel.
Muito antes de qualquer narrativa moderna, os judeus viviam neste território há mais de 3 mil anos, com soberanias estabelecidas, sendo Jerusalém sua capital espiritual e política desde o Rei David.

Foram expulsos violentamente pelos romanos em 70 d.C., após a destruição do Segundo Templo, e espalhados pelo mundo em uma longa diáspora que durou mais de 18 séculos. Mesmo assim, nunca deixaram de manter uma conexão física, espiritual e legal com sua terra ancestral.

📌 2. O nome “Palestina” é uma criação imperial, não a designação de um povo.
O termo “Palaestina” foi imposto pelos romanos após a destruição de Jerusalém como forma de apagar a identidade judaica da região. A referência aos filisteus, povo extinto e inimigo histórico dos judeus, era simbólica.

A identidade nacional palestina surge apenas no século XX, no contexto do Mandato Britânico, e não há qualquer vínculo histórico, genético ou político entre os filisteus e os palestinos modernos.

📌 3. Israel foi criado por decisão legítima da ONU.
Em 1947, a ONU aprovou o Plano de Partilha da Palestina, que previa dois Estados, um judeu e um árabe. Israel aceitou. Os países árabes recusaram e iniciaram uma guerra contra o novo Estado em 1948.

Durante o conflito, houve deslocamentos de civis palestinos, muitos incentivados por lideranças árabes que prometeram retorno após a suposta destruição de Israel. Essa tragédia não pode ser negada, mas não foi uma limpeza étnica planejada, e sim consequência de um conflito regional promovido por quem rejeitou a paz.

📌 4. O que não se fala: o Nakba judaico.
Após a criação de Israel, entre 800 mil e 1 milhão de judeus foram expulsos de países árabes, tendo seus bens confiscados e suas histórias apagadas. A maioria foi acolhida por Israel, que os integrou.

Essas histórias de perda e deslocamento também são parte do conflito, e são sistematicamente ignoradas por quem tenta pintar um quadro unilateral.

📌 5. O Hamas é um grupo terrorista reconhecido internacionalmente.
Desde 2006, o Hamas governa Gaza com mão de ferro, promovendo violência, repressão, doutrinação infantil e ataques a civis israelenses.

Foi o Hamas quem, em 07/10/2023, iniciou um massacre sem precedentes, matando, estuprando, queimando famílias inteiras e sequestrando crianças, idosos e bebês.

Ignorar essa realidade enquanto se fala em “Palestina livre do rio ao mar” é, na prática, justificar a existência e os atos de uma organização terrorista.

📌 6. “Do rio ao mar, Palestina livre” é um grito de negação da existência de Israel.
Essa frase não defende dois Estados. Ela representa a eliminação completa de Israel, onde vivem milhões de judeus, cristãos, muçulmanos, drusos e outras minorias.

É profundamente irresponsável que uma representante eleita utilize esse lema extremista, que estimula o ódio e mina qualquer chance de paz verdadeira.

📢 A Federação Israelita de São Paulo repudia veementemente esse tipo de manifestação, que nega o direito de existência de Israel, deturpa a história do povo judeu e contribui para a escalada de ódio e polarização no Brasil.

O antissionismo travestido de militância não pode ser escudo para o antissemitismo.

A paz só será possível com reconhecimento mútuo, fim do terrorismo, respeito ao direito internacional e compromisso com a verdade.
Defender a vida dos civis, israelenses e palestinos, deve ser o primeiro passo.

Federação Israelita do Estado de São Paulo