A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou na Câmara dos Deputados um Requerimento de Informação direcionado ao Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, solicitando esclarecimentos sobre a decisão do governo brasileiro de se retirar da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).
O requerimento, apresentado em 26 de julho, questiona as razões que motivaram a saída do Brasil da Aliança, criada nos anos 1990 para promover a educação sobre o Holocausto e combater o antissemitismo em escala global. O Brasil integrava a IHRA como país observador desde 2021.
Entre os pontos levantados por Tabata Amaral estão:
A motivação oficial da decisão;
O processo de comunicação com a sociedade civil e com a própria IHRA;
Os critérios utilizados para avaliar os impactos da saída;
A existência de diálogo com entidades representativas da comunidade judaica;
E as estratégias futuras para manter o compromisso com a memória do Holocausto e o enfrentamento ao antissemitismo.
Em sua justificativa, a deputada afirma que a decisão “levanta preocupações” e reforça a importância do engajamento do Brasil com os valores de tolerância, educação e respeito à memória histórica. “A definição de antissemitismo adotada pela IHRA serve como referência para mais de 45 países e cerca de 2.000 instituições em todo o mundo”, destaca o texto.
A parlamentar também citou a relevância do Brasil no cenário internacional, especialmente por abrigar a segunda maior comunidade judaica da América Latina. Para ela, a retirada da Aliança impacta negativamente o posicionamento do país no combate ao antissemitismo e no respeito aos direitos humanos.
A Federação Israelita do Estado de São Paulo apoia a iniciativa da deputada e reforça a importância da transparência nas decisões diplomáticas que envolvam a memória do Holocausto e a luta contra o antissemitismo.













