Quando cada segundo importa: Fisesp testa resposta da comunidade a uma crise

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Simulado reuniu forças públicas, equipes de segurança, saúde e resgate para testar protocolos e aprimorar a atuação diante de uma situação de emergência

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), por meio do Departamento de Segurança Comunitária (DSC-Fisesp), realizou no último domingo (23), no Círculo Macabi, o simulado integrado de resposta a uma crise, um exercício que reuniu forças públicas, equipes de segurança, profissionais de saúde e integrantes da comunidade para testar, na prática, a capacidade de resposta diante de uma situação de emergência envolvendo a comunidade judaica.

O cenário proposto simulou um ataque contra a comunidade judaica, com a mobilização de equipes para atendimento e resgate de vítimas, além da atuação coordenada de diferentes órgãos e profissionais envolvidos na gestão de uma crise.

Participaram do exercício representantes do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais), da Polícia Militar, da Secretaria de Segurança Pública e do Corpo de Bombeiros, além das equipes de profissionais médicos e psicólogos da Fisesp e integrantes da Hatzalá, que puderam exercitar seus protocolos de atendimento e apoio.

Para tornar o cenário o mais próximo possível de uma situação real, a maior parte das pessoas que atuaram como vítimas era formada por atores profissionais contratados especialmente para o exercício. A caracterização e a atuação dos atores permitiram reproduzir diferentes situações que poderiam ser encontradas pelas equipes de segurança, resgate e atendimento em uma ocorrência.

Fisesp coordena mesa de crise

Um dos principais eixos do exercício foi a atuação da mesa de crise da Fisesp, coordenada pelo Departamento de Segurança Comunitária. O espaço reuniu a presidente da Federação, Célia Parnes, integrantes da diretoria e equipes do DSC-Fisesp, que acompanharam a ocorrência simulada, organizaram informações e testaram os fluxos de comunicação, tomada de decisão e acionamento da comunidade.

A preparação para o exercício começou no início do ano e envolveu a equipe de gestão de crise do DSC-Fisesp, responsável pela construção do cenário e pela articulação com os diferentes órgãos e equipes participantes.

Segundo Alexandre Judkiewicz, diretor executivo do Departamento de Segurança Comunitária (DSC-Fisesp), o exercício foi resultado de meses de preparação e teve como um dos principais desafios estabelecer uma atuação integrada entre diferentes forças e serviços. A proposta foi criar um cenário suficientemente realista para permitir que cada equipe testasse seus procedimentos e, ao mesmo tempo, avaliar a comunicação e a coordenação entre os diferentes atores envolvidos.

Para Fernando Ber, diretor de Segurança e Prevenção da Fisesp, o simulado também foi importante para testar o papel da Federação na articulação de toda a comunidade judaica do Estado. Em uma eventual situação real, um ataque contra uma instituição poderia exigir o acionamento e a adoção de medidas de segurança em outras entidades, escolas, sinagogas e espaços comunitários, um dos fluxos que a mesa de crise da Fisesp colocou à prova durante o exercício.

Integração e preparação

Mais do que reproduzir uma situação de emergência, o simulado permitiu avaliar a capacidade de comunicação, coordenação e tomada de decisão entre os diferentes atores envolvidos. A proposta foi criar um ambiente de treinamento o mais próximo possível da realidade, permitindo identificar pontos de atenção, aprimorar procedimentos e fortalecer a integração entre as equipes.

A participação conjunta de forças de segurança, profissionais de saúde, equipes especializadas e representantes da comunidade possibilitou testar diferentes etapas de uma ocorrência, desde o atendimento inicial às vítimas até a organização das informações e a comunicação com a estrutura de crise da Federação.

A Hatzalá também teve participação no exercício, colocando sua equipe de apoio médico à prova e trabalhando de forma integrada com os demais profissionais envolvidos no atendimento.

Ao final do simulado, a presidente da Fisesp, Célia Parnes, destacou o comprometimento de voluntários, diretores e funcionários que participaram da organização e da execução da atividade e ressaltou a importância do treinamento contínuo.

Para a presidente, o exercício permitiu testar protocolos, fortalecer a comunicação entre as equipes e identificar aprendizados importantes para aprimorar a preparação da comunidade diante de uma eventual situação de emergência.

Célia também reforçou o compromisso da Fisesp em atuar como referência em segurança e cuidado para as instituições, escolas, sinagogas e demais espaços comunitários do Estado de São Paulo.

O simulado representa mais uma etapa do trabalho permanente desenvolvido pelo DSC-Fisesp para fortalecer a preparação da comunidade judaica paulista. A realização de exercícios dessa natureza permite transformar protocolos em prática, identificar pontos de melhoria e fortalecer a capacidade de resposta diante de diferentes cenários de crise.

Para a Fisesp, estar preparado significa trabalhar antes que uma emergência aconteça, fortalecendo pessoas, protocolos, comunicação e, principalmente, a integração entre todos aqueles que têm a responsabilidade de proteger e cuidar da comunidade.

Fotos: Jacques Royze e Divulgação DSC-Fisesp