O artigo “O pior país do mundo”, de autoria de Paulo Nogueira Batista Jr., publicado pela revista Carta Capital, ultrapassa os limites da crítica legítima.
Ao recorrer a generalizações, distorções históricas e estereótipos clássicos sobre judeus, como a ideia de controle sobre mídia, finanças e política, o texto resgata elementos amplamente reconhecidos como antissemitas.
Críticas a governos são parte essencial do debate democrático. No entanto, deslegitimar a existência de Israel ou atribuir características coletivas negativas ao povo judeu não é crítica. É preconceito.
Israel é uma democracia, com instituições sólidas, diversidade interna e compromisso com liberdades fundamentais. Como qualquer país, está sujeito a críticas. Mas nenhuma crítica pode servir de pretexto para a disseminação de ódio.
A história já mostrou, de forma trágica, especialmente durante o Holocausto, onde esse tipo de discurso pode levar.
A Federação Israelita do Estado de São Paulo reafirma seu compromisso com o combate ao antissemitismo, à desinformação e à banalização de conceitos graves como genocídio.
O debate público precisa de responsabilidade. E, sobretudo, de compromisso com a verdade.













